Entidades do setor produtivo do ES agradecem a deputados por veto a reajuste de servidores

Veto do presidente Jair Bolsonaro havia sido derrubado pelo Senado, mas foi mantido em votação na Câmara dos Deputados, por 316 votos contra 165

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O Fórum de Entidades e Federações (FEF), entidade que representa o setor produtivo do Espírito Santo, publicou uma carta agradecendo publicamente aos deputados federais da bancada capixaba que contribuíram com a manutenção do veto do governo federal ao reajuste dos servidores, na quinta-feira (20).

O veto do presidente Jair Bolsonaro havia sido derrubado pelo Senado, mas foi mantido em votação na Câmara dos Deputados, por 316 votos contra 165. Votaram favoráveis à manutenção do veto os deputados capixabas Amaro Neto (Republicanos), Felipe Rigoni (PSB), Soraya Manato (PSL) e o vice-líder do governo na Câmara, Evair de Melo (PP).

De acordo com o FEF, a decisão “foi fundamental para manter o país na busca do equilíbrio fiscal, impedindo a possibilidade de reajuste para servidores de todas as esferas da administração pública, federal, estadual e municipal, até o fim de 2021”.

Na carta, a entidade lembrou que a proibição do reajuste já estava prevista no acordo para o socorro federal de R$ 60 bilhões a Estados e municípios, como forma de atenuar o impacto gerado pela pandemia do novo coronavírus. “A possibilidade de aumento salarial para algumas categorias ignorava a realidade fiscal do país e o drama vivido pelo setor produtivo e pelos trabalhadores da iniciativa privada”, ressaltou o FEF no texto.

Ainda de acordo com o fórum, os possíveis reajustes aos servidores poderiam agravar o déficit primário do setor público, que fechou o primeiro semestre em R$ 402 bilhões, o pior resultado da série histórica. O FEF destacou ainda que, antes da pandemia, a economia brasileira já vinha abalada em função do recente período recessivo.

Nos últimos seis anos, o PIB do país encolheu perto de 4% e, para este ano, a previsão é de uma retração de aproximadamente 6%. Além disso, o desemprego já atinge 13,3%, prejudicando cerca de 12,8 milhões de brasileiros.

“Nesse cenário, seria inconcebível admitir aumento de despesas, prejudicando ainda mais a capacidade do Estado brasileiro de investir em infraestrutura e na melhoria dos serviços públicos, por absoluta falta de caixa”, frisou o fórum.

O FEF é formado pelo movimento ES em Ação, Federação da Agricultura e Pecuária (Faes), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e Federação dos Transportes (Fetransportes).

Folha Vitória

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