Cerca de 3 mil postos de trabalho devem ser gerados nas obras da ferrovia entre Cariacica e Anchieta

TCU autorizou a renovação antecipada dos contratos de concessão da EFVM e também da Estrada de Ferro Carajás (EFC), também administrada pela mineradora

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As obras do trecho ferroviário entre os municípios de Cariacica e Anchieta devem ter início em 2022 e serão executadas pela mineradora Vale. A obra faz parte do primeiro trecho da Estrada de Ferro Vitória Rio, a EF 118, e é uma contrapartida à prorrogação da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), operada pela mineradora.

De acordo com o gerente do Fórum Mais Negócios da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Durval Vieira de Freitas, a previsão é que cerca de 3 mil vagas de emprego, diretos e indiretos, sejam criadas durante a execução das obras. “A Construção Civil é o primeiro setor a ser beneficiado com a ferrovia. O investimento vai gerar empregos, que englobam toda a parte de transporte, caminhões, alimentação, uniformes, engenharia de projetos. Toda uma cadeia é movimentada”, afirmou.

Freitas ainda destacou que obras de infraestrutura sempre atraem novos investimentos para a localidade. Dessa forma, a região Sul do Espírito Santo tende a ser beneficiada, bem como todo o estado. “A região vai alavancar uma série de negócios, desenvolver o Porto Central e até contribuir para o retorno das atividades da Samarco. Vão começar a a surgir uma série de negócios. Toda a região ao redor desenvolve muito, pois o transporte ferroviário é econômico e esta é uma carência de muitos anos para o Espírito Santo”, destacou.

Obras ferrovia

Além de realizar as obras do trecho, a empresa será a responsável pelo projeto executivo do ramal ferroviário. Na quarta-feira (29), o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a renovação antecipada dos contratos de concessão da EFVM e também da Estrada de Ferro Carajás (EFC), também administrada pela mineradora.

Durante a participação na solenidade de posse da nova presidente da Findes, Cristhine Samorini, o governador Renato Casagrande comemorou a decisão do TCU e ressaltou a importância da construção da ferrovia para o desenvolvimento econômico do Estado. Ele ressaltou também que a obra deverá ajudar na retomada das atividades da Samarco, que pretende reiniciar parte de suas atividades até o final deste ano.

“É um passo importante para o desenvolvimento do Estado, especialmente do sul do Estado, que precisa de oxigênio para o seu desenvolvimento e que pode viabilizar a antecipação da Samarco de funcionar em um percentual maior. Se você tem capacidade de levar minério, sem ter a preocupação com o mineroduto, com as questões ambientais relacionadas, também isso pode ajudar na operação da Samarco e de outros investimentos”, frisou Casagrande, que também comentou sobre o assunto nas redes sociais.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, também falou sobre a importância dos investimentos para a região sul capixaba. “É fundamental para o Estado do Espírito Santo, porque nós vamos ter o início da construção daquilo que virá a ser, no futuro, a Estrada de Ferro 118, ou seja, a ligação Vitória a Rio. No contrato, nós vamos ter a obrigação da construção do ramal de Cariacica para Anchieta. E aí nós vamos ter uma linha ferroviária que vai levar o minério de ferro para um porto em Anchieta que hoje está subutilizado”, destacou.

Renovações

Com as renovações antecipadas, aprovadas pelo TCU, a União prevê investimentos de R$ 21 bilhões por parte da mineradora. Da EFVM, os investimentos projetados são da ordem de R$ 8,5 bilhões, e R$ 9,8 bilhões estão previstos no contrato de renovação da EFC. Os processos também contam com a ferramenta de investimento cruzado, pela qual parte do valor da outorga paga pela Vale será usada para a construção de novas ferrovias, entre elas a que ligará Cariacica a Anchieta.

Também serão destinados R$ 2,73 bilhões à construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT). O trecho servirá para escoamento da produção de grãos do Vale do Araguaia até a Ferrovia Norte-Sul. O governo ainda quer usar parte da outorga para comprar material a ser utilizado na Ferrovia Oeste-Leste (FIOL), na Bahia.

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