Fenômeno climático pode provocar temperaturas acima da média, afetar o abastecimento de água e impactar a produção rural no Estado

O aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico, fenômeno conhecido como El Niño, tem colocado meteorologistas e órgãos em alerta. Projeções indicam a formação de um novo episódio para o segundo semestre de 2026, com possibilidade de impactos no Espírito Santo.
Por isso, nesta quarta-feira (8), às 15h30, o governador do Estado, Ricardo Ferraço, irá divulgar as projeções técnicas sobre o fenômeno e os prováveis impactos para o Estado, além de planos de enfrentamento de danos.
Estarão presentes representantes da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES), Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec/ES) e Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).
O que é o El Niño?
Segundo o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal e persistente da superfície do Oceano Pacífico na região da Linha do Equador, podendo se estender desde a costa da América do Sul até o meio do Pacífico Equatorial.
Durante o fenômeno, as águas tendem a ficar com temperaturas acima da média As previsões indicam que o El Niño deve ganhar força entre setembro e dezembro deste ano. Os impactos devem variar de acordo com a intensidade e a atuação de outros sistemas atmosféricos.
Em geral, o evento favorece temperaturas acima da média, especialmente durante a primavera e o verão. Isso acontece porque há uma tendência de bloqueio das frentes frias, permitindo que massas de ar quente permaneçam por mais tempo sobre a região.
Impactos
Para o Espírito Santo, a principal preocupação está relacionada justamente a essas oscilações, que podem afetar o abastecimento de água, aumentar o risco de queimadas e impactar atividades econômicas que dependem diretamente das condições climáticas.
O sistema preocupa produtores rurais capixabas, que já começaram a adotar medidas de mitigação, como armazenamento de água e conservação ambiental.
“Os agricultores estão se preparando e fazendo suas reservas hídricas, mantendo as suas reservas e APPs, além de cuidar para que haja um melhor equilíbrio ambiental”, destacou o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (Faes), Wesley Mendes.
Folha Vitória











