
Os familiares e amigos dos irmãos Joaquim e Kauã, que morreram em um incêndio em Linhares, no norte do Espírito Santo, fizeram uma manifestação para pedir justiça, na manhã desta terça-feira (23). O grupo seguiu para para frente do Fórum do município, onde acontece a segunda audiência para apurar o assassinato dos meninos.
“O meu neto ia fazer 7 anos daqui há dois dias e eu não posso comemorar os anos de vida para o meu neto. Foram seis meses que ele se foi, mas ele não foi pela obra divina, ele foi pelas mãos de um monstro que fez barbárie com ele”, declara a avó de Kauã, Marlucia Aparecida Butkovsky.
O pai de Kauã, Rainy Butkovsk, pediu justiça. “A expectativa é de que o processo ande e que a justiça resolva o caso. Esperamos que olhem por nó. Não estamos fazendo isso a toa não”, afirma.
Em frente a casa onde os irmãos foram estuprados, agredidos e mortos, os manifestantes colocaram faixas na casa e acenderam velas.
A mãe da menina Thayná, sequestrada, estuprada e morta aos 12 anos, Clemilda de Jesus esteve no protesto.
“A certeza da impunidade é tão grande, que os crimes tem se tornado mais frequentes.
Pela minha filha, eu não posso fazer mais nada. mas estou falando hoje para uma sociedade que não quer mais passar por isso.”
Da casa onde a família morava, eles seguiram para o Fórum de Linhares, onde acontece a segunda audiência sobre a morte dos irmãos. Os manifestantes ficaram do lado de fora. Só participam as testemunhas, réus e advogados de defesa dos pastores.
Caso
As crianças morreram em um incêndio no dia 21 de abril, em Linhares. A mãe e o pai e padrasto das crianças Georgeval Alves e Juliana Alves são acusados pelas , pai de Joaquim e padrasto de Kauã, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças. Já a esposa dele, Juliana foi presa porque, segundo o juiz, foi omissa e sabia dos abusos que as vítimas sofriam.
Eles são acusados de homicídio qualificado, estupro de vulneráveis e fraude processual. Georgeval ainda responde por tortura.
G1 ES











