Paralisação de rodoviários termina e garagens de ônibus são liberadas na Grande Vitória

Coletivos já começam a circular normalmente pela região. Paralisação afetou passageiros de Viana, Cariacica e Vila Velha nesta terça (12) e quarta-feira (13)

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A paralisação dos rodoviários na Grande Vitória terminou na tarde desta quarta-feira (13), com a liberação das garagens de ônibus em Viana e Vila Velha. Os coletivos já começam a circular normalmente pela região.

Os primeiros coletivos a serem liberados para sair foram os das empresas Praia Sol e Vereda, por volta das 14h30, após uma determinação da Justiça. Depois, foi a vez da garagem na Santa Zita, em Viana, mas isso só aconteceu após o Sindicato dos Rodoviários obter uma decisão favorável por parte do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), durante audiência na tarde desta quarta.

O presidente do Sindirodoviários, José Carlos Sales, explicou que o TRT-ES decidiu a favor dos rodoviários sobre a questão das contratações em jornada reduzida.
“Ficou determinado que as empresas não devem contratar nesse formado reduzido, que prejudica o trabalhador. A Santa Zita, da garagem de Viana, é a empresa que mais contrata nesse formato”, falou.

A paralisação da categoria começou ainda na madrugada desta terça-feira (12), por volta das 4h, quando trabalhadores da Viação Santa Zita impediram a saída dos coletivos da garagem, em Viana.

O protesto do grupo continuou nesta quarta e se estendeu a trabalhadores da Viação Praia Sol e Veredas. Eles também foram para a frente da garagem da empresa, em Vila Velha, impedir a circulação dos coletivos. De acordo com o sindicato das empresas, o GVBus, o movimento dos rodoviários é ilegal.

Reflexos na Grande Vitória

Com 425 coletivos a menos circulando na Grande Vitória nesta quarta, a população precisou recorrer a outros meios para chegar ao trabalho. No início da manhã, vários ciclistas foram flagrados atravessando a Terceira Ponte. Além disso, o fluxo de carros na rua aumentou e complicou o trânsito.

A paralisação provocou reflexos nos pontos de ônibus, no terminais e no trânsito. “Tive que pagar Uber, porque não tem ônibus. Fui pro ponto e fiquei uma hora esperando e nada”, disse o encarregado de serviços gerais, Kesley Ferreira.

Teve gente que acabou indo à pé. “Não tem ônibus,a gente está indo a pé para a Itapoã. Estamos vindo de Cariacica. É uma falta de respeito total”, disse uma mulher. “Estou revoltadíssima. Estou na rua desde as 4h30 da manhã. Isso é uma pouca vergonha, falta de respeito com a gente que é trabalhador”, desabafou uma outra passageira.

As linhas mais afetadas foram as que atendem Viana, Cariacica e Vila Velha. Além disso, a circulação do seletivos também foi afetada, e parte da frota do Mão na Roda e o Bike GV também não estava circulando.
Motivos da paralisação

De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, José Carlos Sales, os funcionários estavam protestando porque a empresa estava descumprindo a convenção coletiva ao contratar profissionais em jornada de trabalho reduzida pagando metade do salário e metade do valor do tíquete.

“A convenção prevê uma jornada de 7 horas e 20 minutos. Com a contratação em jornada reduzida, que é de 5 horas, recebendo metade do salário, muitos rodoviários têm que trabalhar em dois horários, ultrapassando as 10 horas de trabalho por dia”, explicou.

O Sindirodoviários disse que havia tentado uma reunião para negociar com o sindicato das empresas, o GVBus, mas que não houve acordo. As empresas consideravam o movimento ilegal.

Ainda de acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a lei prevê que a população seja previamente avisada sobre greves de tempo indeterminado. Neste caso, os cobradores e motoristas alegaram que estavam fazendo uma paralisação temporária, em forma de protesto.

G1 ES

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