
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Espírito Santo divulgou, no início da tarde desta segunda-feira (4), que as amostras do segundo caso suspeito de varíola dos macacos no estado, que estavam em análise no laboratório referência no Rio de Janeiro, tiveram resultado negativo para a doença.
A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde também nesta segunda.
A Sesa divulgou ainda que iniciou, no último sábado (2), uma nova investigação de um outro caso suspeito da doença no estado.
Ele está internado em um hospital da Grande Vitória. De acordo com a Sesa, o paciente disse que os sintomas iniciaram no dia 7 de junho com erupções cutâneas nas regiões da cervical e tórax, sem dores.
Casos no Brasil
O Ministério da Saúde confirmou, neste domingo (3), 76 casos de varíola dos macacos no país. Os casos foram registrados em seis estados e no Distrito Federal.
O ministério afirmou ainda que está em articulação com as secretarias estaduais de saúde para continuar monitorando o surgimento de novos casos e rastrear as pessoas que tiveram contato próximo com os infectados.
Nos últimos meses houve um surto da doença na Europa e nos Estados Unidos. O primeiro caso no Brasil foi registrado no dia 8 de junho.
O que é a varíola dos macacos?
A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada.
Os sintomas geralmente são:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores musculares
- Dor nas costas
- Gânglios (linfonodos) inchados
- Calafrios
- Exaustão
A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:
- Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.
- De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
- Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis.
- Da mãe para o feto através da placenta.
- Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele.
- Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.
G1 ES











