Ibama esclarece sobre duplicação de trecho na BR 101 em Sooretama

Servidores do órgão ambiental explicaram o atraso no licenciamento de trecho na parte Norte da rodovia

0
708
Foto: Divulgação

A duplicação da rodovia BR 101 permanece se arrastando, em especial, no trecho Norte. Por esse motivo, a comissão especial que fiscaliza o cumprimento do contrato de concessão da rodovia no Espírito Santo ouviu servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão responsável pelo licenciamento ambiental imprescindível para a execução da obra.

Segundo informaram os servidores, a pendência do trecho Norte continua sendo a necessidade de apresentação de um estudo viável de desvio da Reserva Biológica (ReBio) de Sooretama. Até o momento, todas as propostas encaminhadas para o órgão não foram consideradas adequadas. Marcus Bruno Malaquias Ferreira, analista ambiental, disse que, no final de agosto de 2020, o Ibama emitiu parecer sobre o pedido de licença feito pela concessionária. “Solicitamos complementações sobre os contornos de Fundão, Ibiraçu e Linhares e a Reserva de Sooretama. O material foi protocolado parcialmente e o prazo é no final de abril. Estamos aguardando o envio dessas complementações”, ressaltou.

“A duplicação da rodovia não é compatível com os objetivos da unidade de conservação. Só poderia fazer a duplicação dentro da reserva biológica com uma desafetação por lei. Fora isso, não pode ser duplicada lá dentro. A gente pediu que a empresa apresentasse alternativas locacionais, porque no estudo que apresentou foram alternativas só pró-forma, não houve realmente um estudo aprofundado”, lamentou o também analista Antônio Celso Junqueira Borges.

“Licenciamento tem que envolver todo o projeto”

O presidente da comissão especial, deputado Gandini (Cidadania), perguntou se era possível conceder o licenciamento para os demais trechos para a obra ir andando e deixar a parte da reserva para depois, mas Antônio Borges explicou que o licenciamento precisa envolver todo o projeto. “Eles têm que apresentar alternativas, que eles estudem e parem de botar a culpa no Ibama”.

De acordo com Marcus Bruno, alguns trechos da BR 101 – Norte foram duplicados porque há uma brecha na legislação que permite que isso ocorra sem o licenciamento, apenas com um parecer do Ibama. Isso acontece em trechos onde não é preciso supressão de vegetação ou remoção de população, e envolve de 5% a 10% do total do contrato.

Ao final dos trabalhos, a comissão aprovou pedido de informações sobre as licenças e de cópia do parecer de agosto do Ibama. Gandini ainda convidou os servidores do Ibama a participarem da reunião na próxima quinta (6), às 14 horas, com representantes da Eco101.

Correio do Estado

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui