Falta de matéria-prima prejudica polo moveleiro de Linhares

Na lista de itens em falta estão os principais insumos usados no setor. Aumento nos preços de alguns produtos passou de 100%, segundo levantamento do Sindimol

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Foto: Divulgação

Passado o período inicial da pandemia, com queda nas vendas do setor moveleiro em março e abril, teve início um forte período de recuperação, a partir de maio, com altas consecutivas nos meses seguintes. Dados do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística, (IBGE) apontam que, em outubro, a produção de móveis do Brasil está 8% superior ao período pré-pandemia.

O aquecimento nas vendas, porém, fez surgir dois problemas: a falta de produtos e uma escalada de reajuste nos preços. Todos os insumos usados na indústria moveleira já estão com certo grau de dificuldade para aquisição, o que prejudica os fabricantes por vários motivos. É o que explica o presidente do Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do ES (Sindimol), o industrial Bruno Barbieri Rangel.

“Todos os insumos já estão com certo grau de dificuldade para aquisição. Alguns um pouco menos e outros que já estamos tendo que ou deixar de produzir ou substituir, como é o caso do alumínio. Essa falta de insumos, além de quebrar o ritmo de produção, gera um desconforto enorme em relação aos compromissos assumidos com o cliente, que acabamos não conseguindo cumprir”, destaca Rangel.

Outro problema é o impacto nos preços, causado pela escassez de matéria- prima. Alguns itens tiveram reajuste superior a 100%. O empresário Kerliton Modenezi diz que, a partir de junho, as principais matérias-primas sofreram reajustes. “A partir do mês de junho, o mercado se mostrou muito aquecido, o dólar disparou e começaram os aumentos dos insumos. Todos os meses seguintes tivemos reajustes das nossas principais matérias primas, algumas de até 120% ao longo desse período”, explica Modenezi.

 

Demanda maior que a oferta

O presidente do Sindimol diz ainda que o consumo hoje está bem acima da oferta, e para reverter esse quadro é preciso equilíbrio. Enquanto isso não acontecer, fica difícil fazer alguma previsão de retomada à normalidade. “Na realidade o consumo hoje está muito maior que a oferta, então enquanto essa balança não se equilibrar, vai ficar difícil fazer qualquer previsão de retomada da normalidade na entrega de insumos para indústria moveleira”, conclui o presidente.

Correio do Estado

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