O mar voltou a invadir o Rio Cricaré, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Desde o dia 8 de outubro o problema retornou e a população está sendo abastecida com água de poços artesianos.
A situação não é nova na cidade: sempre que o nível do rio baixa por conta da falta de chuvas, o mar avança e a água captada chega às casas salobra. O último registro do problema na cidade havia sido no ano passado.
No ponto de captação, o teor de sal chegou a 280 ppm, o que significa 280 miligramas de sal por litro de água. A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que seja, no máximo, 250 ppm.
A moradora Maria contou que começou a comprar galões de água mineral desde que começou a perceber a água mais salgada. “Quando a maré está vazante, a água fica salgada”, explicou.
Pescadores contaram que começaram a perceber o problema há mais tempo, cerca de seis meses atrás. Mas nas torneiras das casa, a água começou a chegar salgada há duas semanas.
“Agora estamos comprando água para beber. E quando salga mesmo, a gente não toma banho com água salgada não”, conta o pescador Manuel Alexandre dos Santos.
O que tem sido feito
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de São Mateus informou que poços artesianos foram reabertos, desde a última segunda-feira (8), porque o nível de sal vem aumentando no Rio Cricaré.
Na madrugada desta segunda-feira (15), o nível de sal estava em 100 ppm, mas, em uma nova medição pela manhã, o nível de sal estava em 270 ppm e foi necessário ligar a captação pelos poços artesianos.
O SAAE pede para que que a população economize água e alerta que, se não voltar a chover, pode acontecer outra crise hídrica no município. Por dois anos, os moradores de São Mateus receberam água salgada nas torneiras e o nível de sal chegou a 17 mil ppm.
G1 ES











