Brasil é líder em ampliação de frota verde, diz associação dos engenheiros automotivos

Segundo diretores da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, país é um dos líderes na descarbonização e possui diversas alternativas sustentáveis

0
414
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O mercado automotivo discute a descarbonização da mobilidade mundial. Para o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Besaliel Botelho, o país lidera a redução dos combustíveis fosseis e deixa para trás nações desenvolvidas. “Nós temos os veículos flex, a etanol, temos os biodiesel, etc. Nós temos várias alternativas. A AEA está mostrando hoje quais as rotas que o Brasil tem. O tema não é eletrificação, é descarbonização. Eu diria que o Brasil é primeiro mundo na descarbonização, porque temos uma matriz energética limpa. Europa, China e Estados Unidos são terceiro mundo na descarbonização, porque terão que investir muito para buscar uma rota, que seria a eletrificação, porque eles não têm alternativa”, disse Botelho.

A AEA lançou um estudo sobre a evolução tecnológica regional de matrizes energéticas disponíveis no país. Emissões, segurança energética, conectividade e segurança veicular. O diretor de tendências tecnológicas da entidade, Everton Lopes, coloca as metas para redução de poluentes e motores mais econômicos no Brasil. “Nós temos uma nova fase, que é a Rota Fase 1, em torno de 11%. Isso traz uma redução significativa na emissão de CO2 do veículo. Associado a isso, tem a questão do biocombustível, que vem com uma indicação de crescimento da matriz. Lógico que precisamos de incentivos e de ferramentas que apoiem o consumidor a escolher a fonte renovável. Com isso, mais adiante, teremos uma redução de CO2 e uma contribuição nos gases do efeito estufa no geral”, disse Lopes.

As ruas do Brasil já circulam com maior visibilidade veículos híbridos ou 100% elétricos. Os híbridos alternam entre motores elétricos e à combustão. Já os totalmente elétricos dependem de recargas em locais específicos e possuem, em geral, baixa autonomia. Ambos garantem significativa economia na hora de rodar, mas os preços de venda são muito caros, longe da maioria da população brasileira.

Jovem Pan

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui