Incaper comemora 67 anos de dedicação diária à agricultura capixaba

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Presente nos 78 municípios capixabas, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) comemora, nesta quinta-feira (16), os 67 anos de fundação. Nesta data, o Instituto celebra e destaca os longos anos de dedicação diária e empreendedora aos agricultores familiares do Espírito Santo, com base em pesquisa, extensão rural e na transferência de tecnologias para o campo, fundamentais para a evolução da agricultura capixaba.

O público preferencial do Incaper é formado por agricultores familiares, que representam a base econômica de quase 80% dos municípios capixabas e cerca de 75% dos estabelecimentos agropecuários. Em toda a trajetória, o Incaper entrega à agricultura do Espírito Santo tecnologias acessíveis aos agricultores, em especial aos agricultores familiares, o que permite uma grande transformação social, ambiental e econômica nas comunidades.

Essa atuação do Incaper permitir levar aos agricultores familiares do Estado mais qualidade de vida, oportunidades, visão de futuro, engajamento no meio rural, agregação de valor, aumento da renda familiar, com destaque para a participação das mulheres em lugares de atuação e decisão e sustentabilidade.

Para quem não conhece, o Incaper deu início à trajetória no âmbito do sistema agrícola capixaba, com o marco da criação da Associação de Crédito e Assistência Rural do Espírito Santo (Acares), em 16 de novembro de 1956. O objetivo era levar qualidade de vida aos agricultores do Estado, com o reforço do crédito rural supervisionado para aumentar a produção e a produtividade agrícola.

Mais adiante, em 1973, foi fundada a Empresa Capixaba de Pesquisa Agropecuária (Emcapa). Nesse segundo momento, o enfoque era gerar, adaptar e difundir conhecimentos científicos e tecnológicos, de acordo com a realidade rural do Espírito Santo, sob o lema “Ideias, trabalho, soluções”.

Já em 1974, foi fundada a Empresa Espírito-santense de Pecuária (Emespe) e, em 1975, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que incorporou a Acares. A Emater-ES, devido à capilaridade, proporcionou orientação técnica a agricultores pelos diversos municípios capixabas.

Em 1999, a pesquisa, assistência técnica e extensão rural foram integradas com a criação da Empresa Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Emcaper) – fusão da Emcapa com a Emater. Em 2000, a Emcaper tornou-se autarquia por meio da Lei Complementar nº 194/2000, dando origem ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Atualmente, o Incaper tem a satisfação de comemorar os seus 67 anos com os agricultores familiares do Espírito Santo e os mais de 300 servidores efetivos, um quadro formado por profissionais qualificados e das mais diversas especialidades, que, há longos anos, vivenciam um intenso intercâmbio de conhecimentos com outros parceiros no Estado e fora do Espírito Santo, pensando no desenvolvimento e nas potencialidades da agricultura do Estado.

O Incaper conta com: 83 Escritórios, dos quais 77 são Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural e seis são Escritórios Distritais de Desenvolvimento Rural; 11 Centros Regionais de Desenvolvimento Rural; 12 Fazendas Experimentais, sendo duas sob concessão de uso (Santa Maria de Jetibá e Rancho de Telha); 12 Laboratórios de Pesquisas e o Sistema de Informações Meteorológicas. Tudo isso confere ao Instituto uma capilaridade singular em relação às demais instituições de pesquisa e Ater em nível nacional.

Outro resgate importante é que a Extensão Rural executada pelo Incaper, nas décadas de 1960 e 1970, foi a principal responsável pela política de erradicação e renovação dos cafezais e, em 1968, foi a principal apoiadora da fundação do Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes) —, pioneiro na adoção da Pedagogia da Alternância no Brasil, em suas Escolas Família Agrícola (EFAs). A Emcapa, em 1990, assumiu a pesquisa com o Café, após a extinção do Instituto Brasileiro do Café (IBC), e criou o 1º Centro de Referência de Pesquisa em Agroecologia no Brasil.

Só neste ano, a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do Incaper realizou mais de 55 mil serviços em todo o Espírito Santo, entre atendimentos presenciais e on-line, palestras, cursos e elaboração de crédito rural. Nesse período, a ater também assistiu a mais de 30 mil beneficiários, dos quais 23 mil são agricultores familiares. Ainda de base familiar, destacam-se assentados, quilombolas, indígenas, pescadores e colônia de pescadores que, juntos, somaram quase 1.400 pessoas atendidas. Outros agricultores e demais públicos assistidos superam os 6 mil.

Além disso, todos os projetos de pesquisa do Incaper são orientados pelos objetivos estabelecidos no Mapa Estratégico do Instituto e pelo levantamento das demandas de pesquisa do processo de integração Pesquisa e Ater. Nos últimos dez anos, o número médio anual de projetos de pesquisa e desenvolvimento em execução no Incaper foi de 133. Atualmente, estão em execução diversos projetos de pesquisa do Incaper, com as principais temáticas nas áreas de cafeicultura, fruticultura, agroecologia, olericultura, desenvolvimento socioeconômico e outras.

O diretor-presidente do Incaper, Franco Fiorot, parabenizou a instituição e destacou que o avanço da agricultura capixaba em cada canto do Espírito Santo e, sobretudo, na agricultura familiar tem a colaboração direta do Incaper.  “Isso proporcionou o desenvolvimento econômico e social em várias regiões. Nesta data especial de 67 anos do Incaper, parabenizamos nossos servidores pelo compromisso e dedicação nesta missão, e, aos agricultores, pela integração para alcançar os resultados no campo e que refletem positivamente em toda sociedade”, salientou Fiorot.

O diretor administrativo-financeiro do Incaper, Cleber Guerra, iniciou a trajetória dele em 1973 na antiga Acares e, atualmente, acumula mais de 50 anos de dedicação exclusiva ao setor público agrícola capixaba. Segundo ele, ao olhar para toda a história, pode-se observar que a ação do Incaper tem suas particularidades que a diferencia das demais: é pública.

“O Incaper está presente em todos os municípios capixabas, integra a pesquisa, assistência técnica e a extensão rural. Também é a única instituição de ciência e tecnologia do Estado e seus servidores residem nos municípios, vivendo o dia a dia das comunidades. Por isso, não raro, seus técnicos são chamados a atender agricultores, cujos projetos foram elaborados por agentes outros que já não mais atuam no município”, pontuou Cleber Guerra.

Ele lembrou que, mais recentemente, em “tempos de pandemia”, as ações de extensão rural do Incaper também contribuíram para evitar o desabastecimento de entrega de tecnologias para os agricultores, por meio da criação de novos canais de vendas, aplicativos e grupos de WhatsApp, avançando nas entregas a domicílio e aproximando o campo da cidade.

“Com o apoio do Governo do Estado, estamos priorizando a reconstrução do Incaper. Soma-se a isso os robustos investimentos na infraestrutura rural, renovação de frotas e equipamentos de informática, além da autorização de concursos públicos e o aumento dos orçamentos para custeio e investimentos. Portanto, muito já se fez, mas há ainda desafios a superar. Acreditamos que nosso futuro poderá ser tão promissor quanto glorioso é seu passado”, frisou Guerra.

Para Franco Fiorot, os desafios da agricultura são dinâmicos e, por este motivo, continuam. “Temos muito trabalho pela frente, em parceria com os produtores rurais, as instituições do setor rural, públicas e privadas. Estamos empenhados para produzir cada vez mais resultados. O Espírito Santo tem orgulho da agricultura e do Incaper”, afirmou.

Incaper

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