Chuvas e áreas alagadas aumentam o risco de transmissão da leptospirose

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Foto: Robson Vilwock

As chuvas intensas registradas nesta terça-feira (12) e quarta-feira (13) no Espírito Santo trazem mais uma preocupação: o aumento de casos de leptospirose, uma doença causada por uma bactéria presente na urina do rato que, normalmente, se espalha pela água suja de enchentes e esgotos. O principal transmissor é o rato. No entanto, outros animais contaminados, como cães por exemplo, podem transmitir a doença da mesma forma.

A Secretaria da Saúde (Sesa) alerta que a população deve ficar atenta e procurar atendimento médico se sintomas como febre; dor muscular, principalmente nas panturrilhas; dor de cabeça; amarelão nos olhos e um quadro de conjuntivite sem secreção surgirem no período de 7 a 14 dias após o contato com água de chuva.

Para evitar a doença, a Sesa alerta sobre os cuidados que devem ser tomados. A principal medida de prevenção é evitar o contato direto com a água contaminada (de inundações ou enchentes), mas nem sempre é possível. Por isso recomenda-se que, antes de entrar na água a pessoa coloque botas nos pés ou use alguma outra forma de proteção. Isso porque, em enchentes, a água entra nos bueiros, onde inevitavelmente tem urina de rato, e essa água volta para a rua contaminada.

No caso de imóveis invadidos pela enchente, após a retirada da água é preciso realizar a limpeza. Para desinfecção, basta usar uma solução de um litro de água sanitária para cada quatro litros de água, umedecer os panos e limpar cada ambiente, retirando a lama e lavando o chão, paredes e objetos. Vale ressaltar que após o contato com a água contaminada a pessoa deve sempre lavar-se com água e sabão e usar álcool para ajudar a eliminar as bactérias.

Governo do ES

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